O que vem à mente quando você ouve “servidor público”? Para alguns governantes, é sinônimo de “gasto”. Para parte da grande mídia, “privilegiado”. Já para o ex-presidente Collor são “marajás”, e para o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, “parasita”. Mas quem são, de fato, os servidores públicos?
São mais de 11 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que garantem o funcionamento do Estado brasileiro e o direito da população a serviços públicos de qualidade — nas escolas, hospitais, universidades, prefeituras, postos de atendimento e em tantos outros espaços. São professoras, enfermeiros, assistentes sociais, policiais e os técnico-administrativos em educação (TAEs), responsáveis por manter viva a universidade pública, gratuita e de qualidade.
Essa categoria, no entanto, enfrenta um cenário de desvalorização, alta rotatividade e perda de direitos. Nos últimos anos, assistimos ao enfraquecimento dos quadros, à extinção de cargos e à sobrecarga de trabalho, tudo agravado pela ameaça da Reforma Administrativa, que busca desmontar o serviço público e transformar direitos em privilégios.
Enquanto o discurso oficial tenta pintar o servidor com altos salários e pouco trabalho, os números mostram outra realidade: metade dos profissionais do setor público ganha até R$ 3.500, e 70% recebem menos de R$ 5.000. São pessoas que dedicam suas vidas a garantir o funcionamento do Estado, muitas vezes com poucos recursos e reconhecimento.
O servidor público de carreira é quem assegura a continuidade das políticas públicas, independentemente de quem governa. A estabilidade, garantida pela Constituição de 1988, não é um privilégio individual, mas uma proteção coletiva, é o que permite que o servidor atue com autonomia, sem se submeter a interesses políticos ou econômicos.
Neste 28 de outubro, o SINTUFSC celebra o trabalho e a resistência de servidoras e servidores técnico-administrativos da UFSC. Cada um e cada uma de vocês é parte fundamental da luta pela universidade pública e por um Estado comprometido com o povo brasileiro.




