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8 de Março: mulheres vivas e em luta

O 8 de março é, desde sua criação em 1910 no 2º Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, uma data de reivindicação e luta.  É um momento de lembrar as conquistas arrancadas pelas mulheres ao longo da história e também de denunciar as violências que ainda marcam o nosso cotidiano.

É impossível falar do Dia Internacional da Mulher sem lembrar das milhares de mulheres que não chegaram até aqui por terem sido vítimas da forma mais extrema de violência de gênero: o feminicídio. 

Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, segundo os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública – um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. No entanto, a forma como os crimes são registrados muitas vezes leva à subnotificação desses casos.

O Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL) registrou um número ainda maior: 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, o que significa quase seis mulheres mortas por dia no Brasil.

Em Santa Catarina, 52 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025 e 8 já foram assassinadas apenas neste início de 2026. Os números de violência contra a mulher vêm crescendo ano a ano, resultado de uma melhora na qualidade dos registros e do reconhecimento do fenômeno pelas autoridades policiais, mas também pelo aumento no volume efetivo de agressões sofridas, independentemente da forma como são registradas. As principais vítimas são mulheres negras, e a maior parte dos casos acontece dentro de casa.

Embora o feminicídio seja a face mais brutal da violência de gênero, ele não é a única forma de violência enfrentada pelas mulheres. A desigualdade, o estupro, o assédio, o desrespeito cotidiano e a sobrecarga de trabalho também fazem parte dessa realidade.

Essa desigualdade também se manifesta no mundo do trabalho. Segundo o IBGE, as mulheres ocupam 55% dos postos no serviço público nas esferas federal, estadual e municipal. Na Administração Pública Federal, elas representam 45,6% do quadro de servidores. No entanto, à medida que se sobe na hierarquia dos cargos, a presença feminina diminui.

Além disso, as mulheres seguem sendo as principais responsáveis pelo cuidado e pela reprodução da vida. Elas são responsáveis financeiras por metade dos lares brasileiros, cerca de 34,4 milhões de domicílios, segundo o IBGE. Ao mesmo tempo, dedicam em média 61 horas semanais ao trabalho não remunerado, como cuidados com a casa, filhos e familiares. Essa dupla jornada faz com que as mulheres tenham, em média, uma carga semanal de trabalho cerca de 10 horas maior do que a dos homens.

Isso significa que nós mulheres e a maior parte daquelas que nos rodeiam sofre com a sobrecarga mental, física e emocional, associada ao aumento expressivo da violência doméstica e familiar.

Essa realidade precisa ser enfrentada e revertida. Por isso, o Dia Internacional da Mulher é um chamado à organização e à luta coletiva.

Em 2026, o lema do 8M Brasil em Santa Catarina é “Mulheres vivas e em luta”, e, junto à Greve Internacional das Mulheres, diz basta: ao racismo, ao transfeminicídio, à fome, à exploração do trabalho e à criminalização da autonomia das mulheres.

Atos do 8M

Florianópolis
📍 Parque da Luz (cabeceira da ponte)
🗓 08 de março (domingo)
🕘 9h30 – Concentração com roda de conversa e intervenções culturais
🕛 12h – Início da marcha

Blumenau
📍 Escadaria da Igreja Matriz
🗓 08 de março (domingo)
⏰ 8h – Concentração
⏰ 9h – Ato

Joinville
📍 Praça da Biblioteca
🗓 08 de março
⏰ 14h30 – Ato “Mulheres Vivas e em Luta – Pelo fim da violência e da escala 6×1”.

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