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Sair ou ficar na CUT é o principal embate político do XX Confasubra

Os delegados credenciados para o XX Confasubra, que vieram de diversas universidades de todo o país, tiveram que esperar bastante para o início das atividades do congresso. Depois de muita reclamação do plenário, e quatro horas de atraso do horário previsto, aconteceu a abertura oficial do XX Confasubra.

A mesa inicial foi formada pelos coordenadores gerais da Fasubra e representantes da CUT – Central Única dos Trabalhadores, ISP – Internacional de Serviços Públicos, Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas, CTB – Central de Trabalhadores do Brasil, Contee – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino, Sinasefe – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional, Andes – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior e do Conselho Federal da OAB.

A orquestra sinfônica da universidade de Campinas apresentou o Hino Nacional brasileiro e, logo em seguida, os componentes da mesa fizeram suas considerações iniciais. Já no início do Confasubra ficou claro que o ponto principal das discussões, e dos embates políticos do vigésimo congresso da federação, é a manutenção, ou não, da filiação da Fasubra à CUT. Durante as falas, levantaram-se muitas vaias e aplausos de quem apóia ou condena a central.

Argumentos contra e a favor da CUT

O primeiro a fazer sua intervenção foi o representante da CUT, Júlio Turra, que defendeu incondicionalmente a continuidade da filiação da Fasubra à Central Única dos Trabalhadores. O dirigente lembrou um pouco da história da CUT e afirmou que a central não mudou de posição. Ao final da fala de Júlio Turra havia delegados que agitavam bandeiras da CUT e repetiam: – “Central Única dos Trabalhadores! Central Única dos Trabalhadores!”.

Paulo Barela, da Conlutas, disse que há muito tempo a CUT deixou de fazer a luta dos trabalhadores. “Fui dirigente da CUT e agora luto para combater a política do governo que está sendo tocada pela central”. Segundo o dirigente, hoje a CUT defende os interesses do governo. “Só temos uma saída: mobilização da classe trabalhadora e desfiliação da CUT”, afirmou. Durante a fala de Barela a mesa teve que pedir algumas vezes para que a fala do representante da Conlutas fosse garantida, pois havia delegados, defensores da CUT, que, na hora de ouvir a outra parte, gritavam e vaiavam no plenário, buscando impedir a manifestação do representante da Coordenação Nacional de Lutas.

Vitor Zaggo, do Andes, também defendeu a desfiliação da Fasubra da CUT. Para ele é preciso que a federação retome a luta que era feita no passado. Ele contou um pouco da história do Andes e disse que, em 2003, depois da reforma da previdência, a filiação do Andes à CUT ficou insustentável. “Fizemos a desfiliação da central e estamos satisfeitos”, garante.

Marco Antonio, presidente da CUT de Minas Gerais, disse que a CUT está na luta sim. Para ele é necessário unir forças dos trabalhadores para enfrentar a crise internacional. “Queremos manter a Fasubra filiada à CUT. Uma entidade que prima pela liberdade e pela autonomia sindical”, afirma.

Depois das intervenções dos convidados, os coordenadores gerais da Fasubra, João Paulo Ribeiro, Luis Antônio de Araújo Silva e Léia de Souza Oliveira fizeram suas considerações iniciais no congresso. Léia afirmou que a Fasubra é uma entidade altamente democrática e defendeu a CUT. Ela também disse que a central não mudou de posição e que a Fasubra não pode deixar de ser filiada a ela.

Impedimento de dois sindicatos

Depois das intervenções da mesa, a orquestra sinfônica da universidade de Campinas apresentou mais algumas músicas. Os participantes do congresso foram para o jantar e, na seqüência, foi instaurada a comissão diretora do congresso, com um representante de cada entidade sindical, mais a coordenação geral da Fasubra.

A comissão se reuniu às 22h, em uma reunião que durou até perto das 3h da manhã. Uma das decisões mais polêmicas tomadas pela comissão foi relativa ao impedimento de participação de dois sindicatos filiados à federação, o da Universidade Federal Fluminense e o da Federal do Pará. A comissão afirma que as entidades descumpriram o regimento do congresso. Os sindicatos já prometeram entrar com liminar para mudar a decisão.

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