Cerca de 90% dos eletricitários/as ligados às empresas do Grupo Eletrobrás, entre eles os da Eletrosul, paralisaram suas atividades no dia 8 de junho. O protesto, em nível nacional, foi uma expressiva e contundente mostra da indignação dos trabalhadores/as frente às propostas apresentadas na 2ª rodada de negociação, que ocorreu dia 27 de maio, em Brasília. Não bastasse o descaso com relação ao índice econômico, onde sequer repõe a inflação do período, as empresas ainda menosprezaram as demais cláusulas de caráter social respondendo negativamente à maioria delas.
Ignoraram também a política de ganho real que vem sendo obtida no atual governo e que se configurou em mais uma conquista dos eletricitários do setor federal nos últimos anos. Para se ter uma idéia, os trabalhadores reivindicam 9,5% de reajuste salarial (resultante do índice do custo de vida calculado pelo Dieese e da variação do consumo de energia elétrica observada no país em 2008) e as empresas só propuseram 4,42%. Considerando os excelentes lucros e resultados do Grupo Eletrobrás, alcançados no ano passado, esta proposta soa, no mínimo, como provocação.
Dias 18 e 19 de junho acontece, novamente em Brasília, a 3ª rodada de negociação entre o CNE (Coletivo Nacional dos Eletricitários) e os representantes da Eletrobrás. Os trabalhadores/as esperam que desta vez haja respeito as suas reivindicações e avancem as propostas das empresas do Grupo. Se isso não acontecer, a resposta está na ponta da língua: paralisação nacional nos dias 22 e 23 de junho. Dessa vez mais forte e mais radicalizada!
Agenda
– 08/06 – Paralisação de 24 horas
– 09/06 – Audiência pública em Brasília, sobre Nova Eletrobrás
– 10/06 – Ações institucionais
– 18 e 19/06 – Negociação da Pauta Nacional
– 22 e 23/06 – Paralisação de 48 horas
– 24 a 26/06 – Negociação da pauta específica
– 27/06 – Encontro Nacional dos operadores-ENOP
– 06 a 08/07 – 72 horas de paralisação
Moção de Repúdio
No último dia 08, a direção do Sinergia, representando a Intersul, entregou moção de repúdio dos trabalhadores/as à diretoria da Eletrosul, em resposta à comunicação intimidatória divulgada pela empresa na sexta-feira anterior ao movimento. A moção também foi enviada a parlamentares do RS, SC, PR e MS, bem como aos demais sindicatos do Coletivo Nacional dos Eletricitários e ao Ministério Público do Trabalho. Atitudes como essa, por parte da diretoria da Eletrosul, não podem se repetir.
Fonte: Linha Viva




