Abril é o mês dos Povos Indígenas. Mais do que uma data comemorativa, é um momento de reconhecer e celebrar a diversidade dos povos originários e, principalmente, reforçar a urgência de sua luta permanente pela garantia de seus direitos.
A principal luta dos povos indígenas hoje segue sendo a demarcação de terras, direito atacado pelo Marco Temporal (PEC 48), junto a projetos que ameaçam abrir terras indígenas para grandes empreendimentos.
O debate sobre o Marco Temporal fragilizou os direitos territoriais dos povos originários, gerando insegurança e fomentando conflitos e ataques contra comunidades indígenas em todas as regiões do país.
As demarcações avançam em ritmo lento, e terras indígenas, inclusive já regularizadas, registraram invasões e pressão de grileiros, fazendeiros, madeireiros e garimpeiros, que se sentiram incentivados pelo contexto de desconfiguração de direitos territoriais.
O resultado desse cenário é grave: segundo dados de 2024 do Conselho Indigenista Missionário, a violência contra os povos indígenas segue em níveis alarmantes. Foram centenas de registros, incluindo violência contra o patrimônio, assassinatos, ameaças e ataques armados a comunidades em luta por seus territórios. Somente em 2024, foram registrados 211 assassinatos.
Neste abril, é fundamental que a universidade não apenas celebre, mas escute, acolha e se comprometa com as demandas dos povos indígenas, dentro e fora de seus territórios. Na UFSC, assim como em todo o país, uma das principais reivindicações segue sendo o direito à moradia digna. Escute o que as estudantes indígenas têm a dizer sobre suas experiências na universidade e os desafios para garantir sua permanência.




