A categoria dos Técnicos-Administrativos em Educação da UFSC aprovou, em assembleia realizada nesta quinta-feira, 19, um conjunto de encaminhamentos que combinam mobilização imediata e aprofundamento do debate sobre temas estruturais para a universidade. Por ampla maioria, foi aprovado o estado de greve e a realização de uma paralisação na próxima quinta-feira, 26 de março, em defesa do cumprimento integral do Acordo de Greve de 2024 e contra os ataques do governo à jornada de 30 horas.
A paralisação no dia 26 contará com passagens nos setores, atividade sobre as 30 horas e uma nova assembleia para discutir a adesão à greve nacional. A programação completa será divulgada nos próximos dias.
Outro ponto central foi a discussão sobre o contrato entre o HU-UFSC e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), pauta incluída na assembleia. A categoria apontou os riscos presentes no novo contrato proposto pela empresa, como a cedência do imóvel onde funciona o hospital e o impacto sobre os trabalhadores RJU, que seriam cedidos à Ebserh. Isso põe em risco conquistas importantes dos TAEs que trabalham no hospital, como a jornada de 30 horas. Além disso, o documento não estabelece metas ou punições à empresa em caso de descumprimento.
Também foram apresentados diversos problemas que vêm sendo enfrentados sob a gestão da Ebserh, como a falta de materiais básicos, aparelhos de ar-condicionado e de telefone que não funcionam, o adoecimento de trabalhadores e a perda da essência de hospital-escola.
O contrato inicial, assinado em 2016, encerrou-se em 16 de março. Após pressão da categoria, foi conquistada a prorrogação de 120 dias para a renovação. Dentro desse prazo, o encaminhamento da assembleia é ampliar o debate com a comunidade.
Foi aprovada a elaboração de um calendário de lutas específico sobre o tema, incluindo audiências públicas, reuniões com o jurídico do sindicato, articulação com outras universidades e uma assembleia no HU para deliberar oficialmente sobre o posicionamento da categoria a respeito do contrato. Também foi definida a intensificação da mobilização, com atos, mesas de debate, materiais de comunicação, como camisetas “Fora EBSERH”, e a inclusão de Débora Zanghelini, representante da base do HU, na comissão de avaliação do contrato.




