O presidente da Câmara, Michel Temer, criou na quinta-feira (19) uma comissão de parlamentares representantes do setor empresarial e dos trabalhadores para discutir o encaminhamento da votação da proposta de emenda à Constituição (231/95) que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas semanais.
A comissão, que voltará a se reunir entre 10 e 15 de dezembro, é formada pelos deputados Armando Monteiro (DEM-PE), Eduardo Sciarra (DEM-PR) e Guilherme Campos (DEM-SP), representantes do empresariado; os deputados Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Vicentinho (PT-SP), Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), Roberto Santiago (PV-SP) e Chico Alencar (Psol-RJ), pelas lideranças dos trabalhadores.
Temer assinalou que a comissão tem o objetivo de proporcionar um consenso sobre a redução, pois é importante acabar com um impasse que pode até mesmo atrapalhar o setor produtivo brasileiro. “A Câmara dos Deputados prestaria um grande serviço se conseguíssemos intermediar essa negociação sem nenhum conflito”, disse.
“Daí minha percepção e convicção de que é preciso dialogar muito para que não se deixe que uma das partes apenas se manifeste, ou que as duas se manifestem em permanente litígio. Nós temos de deixar que as duas se manifestem com vistas a uma convergência, e não a uma divergência”, afirmou o presidente da Câmara.
Conflito – A reunião expôs as divergências, mas sinalizou que há espaço para avançar. Segundo o deputado Armando Monteiro, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor está disposto a negociar uma saída para a votação. “Há uma distância muito grande até o entendimento, mas vamos continuar discutindo”, disse.
“O tamanho das divergências será resolvido durante a negociação. O mais importante é que a gente iniciou as negociações”, afirmou o deputado e ex-sindicalista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT/SP), ex-presidente da CUT e relator da proposta.
Mais mobilização – O deputado Paulo Pereira da Silva (Paulinho), presidente da Força Sindical, reafirmou que os sindicalistas aumentarão a pressão sobre os parlamentares e os empresários a partir de janeiro. “As Centrais Sindicais estão combinando que a partir do dia 15 de janeiro vai acontecer uma série de paralisações, greves e manifestações. Vamos iniciar o ano com o pé no acelerador”, enfatizou.
Fonte: Agência Câmara
www.camara.gov.br




