Nos dias 3 e 4 de dezembro, Caciques das oito aldeias Xokleng de Santa Catarina reuniram-se no Auditório José de Assis Filho, no Sintufsc, para um seminário com demais autoridades onde o principal objetivo foi dar visibilidade à cultura e as condições de vida da etnia.

No caso das terras Xokleng em Santa Catarina, a Procuradora conta que vários estudos apontam que a região das serras foram habitadas pelos indígenas da etnia. “Os Guarani ocupavam as terras do litoral enquanto os Xokleng preferiam as regiões mais altas”, completa.
Outro tema que foi debatido durante o evento foi a infra-estrutura de saúde das aldeias. Na maioria dos casos os locais onde os indígenas recebem atenção está em condições precárias ou são locais improvisados. “São montados postos de saúde improvisados nas escolas”, conta a antropóloga Raquel.

Enoque é responsável por 88 famílias da aldeia Alta Figueira. Foi escolhido através de uma eleição entre todos os membros da comunidade para um mandato de três anos. Conta que atualmente os costumes indígenas sofreram muita influência dos brancos mas que as pessoas mais velhas lembram dos costumes originais. “Antigamente éramos coletores de pinhão. Habitávamos as regiões mais altas do Estado. As nossas terras eram mais de 37 mil hectares. Agora são 14 mil hectares demarcados”, explica.
Um dos costumes que a comunidade conserva é a educação das crianças. Como nos tempos mais antigos, os adultos são responsáveis pela educação dos mais novos. “Elas vão para a escola e aprendem a língua Xokleng. Dependendo da idade, alguns trabalham para ajudar e também aprenderem as tarefas diárias”, conta.
Finalizado o evento, todos retornam para suas aldeias na região de José Boateux, Vale do Itajaí. Com a esperança de que a situação de vida dos povos Xokleng melhore. “Agora os cacique levam para suas aldeias o retorno do que foi debatido aqui”, finaliza Enoque.
