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Quando o direito de greve foi ameaçado na UFSC

Em 2024, os Técnicos-Administrativos em Educação protagonizaram uma das maiores greves das universidades federais, com adesão de 68 instituições em todo o país. A mobilização teve como eixo a defesa da carreira, a reposição salarial e o financiamento das universidades públicas.

Na UFSC, a greve foi histórica: foram 117 dias de mobilização, com assembleias lotadas, formações, atos e ocupações.

A greve, no entanto, também enfrentou ataques, em especial a intervenção judicial que determinou o retorno dos trabalhadores do Hospital Universitário às suas atividades e configurou colações de grau como atividades essenciais.

Esse processo foi analisado por Italo Alves Baumgartner, assessor jurídico do SINTUFSC e bacharel em Direito, em artigo apresentado no II Seminário Direito e Marxismo, realizado em outubro de 2025. O autor sustenta que a judicialização, embora revestida de requisitos técnicos, opera como instrumento da luta de classes, por meio do qual interesses hegemônicos buscam relativizar o direito de greve e enquadrar a luta sindical como ameaça à ordem institucional.

Confira o resumo expandido do artigo:

Resumo Greve dos TAES da UFSC

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