A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) manifestou, na tarde desta sexta-feira, 15 de maio, seu apoio e solidariedade à greve das servidoras e dos servidores técnico-administrativos em Educação (TAEs). Na UFSC, a categoria está em greve desde o dia 7 de abril de 2026, em adesão ao movimento nacional coordenado pela Fasubra, que cobra do Governo Federal o cumprimento integral do acordo firmado ao término da greve de 2024.
Em moção divulgada pela administração central, a Reitoria afirma que a atual mobilização “expressa o descumprimento, por parte do governo federal, de pontos fundamentais do acordo firmado com a categoria” e defende a abertura imediata de negociação específica com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
A Reitoria também reconhece “o papel essencial desempenhado pelas servidoras e servidores técnico-administrativos na sustentação das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária” e aponta que a precarização das condições de trabalho, a insuficiência de pessoal e a falta de avanços concretos nas negociações impactam diretamente a qualidade da educação pública.
Segue moção na íntegra:
A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) manifesta seu apoio e sua solidariedade à greve das servidoras e dos servidores técnico-administrativos em Educação (TAEs), atualmente em curso.
A presente mobilização ocorre em continuidade ao movimento nacional de 2024, cuja legitimidade foi reconhecida pelo Conselho Universitário por meio de moção aprovada em sessão de 26 de março daquele ano. Passados dois anos, a retomada da greve expressa o descumprimento, por parte do governo federal, de pontos fundamentais do acordo firmado com a categoria ao término do movimento paredista anterior.
Entre as principais reivindicações, destacam-se o cumprimento integral do acordo de 2024, incluindo a implementação da jornada de 30 horas semanais sem redução salarial, a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), o reposicionamento de aposentadas, aposentados e pensionistas, bem como medidas estruturantes de valorização da carreira dos TAEs.
Destaca-se, ainda, a necessidade de abertura imediata de negociação específica com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), órgão responsável pela condução, abertura e encerramento das mesas de negociação no âmbito do Executivo Federal, a fim de tratar diretamente das pendências do acordo e das reivindicações apresentadas pela categoria.
A Reitoria reconhece o papel essencial desempenhado pelas servidoras e servidores técnico-administrativos na sustentação das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. A persistência de condições de trabalho precarizadas, a insuficiência de pessoal e a ausência de avanços concretos nas negociações impactam diretamente a qualidade da educação pública, gratuita e socialmente referenciada, comprometendo o projeto de universidade defendido por esta instituição.
Diante disso, a Reitoria da UFSC reafirma seu apoio à mobilização da categoria, reconhece a legitimidade do movimento grevista e defende o imediato cumprimento dos acordos firmados, com a instalação de mesa de negociação junto ao MGI, como condição para a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores, bem como para o fortalecimento das instituições federais de ensino.
Florianópolis, 12 de maio de 2026.