O SINTUFSC realizou uma Audiência Pública nesta sexta-feira (11/06) para tratar do retorno às atividades presenciais na Universidade durante a pandemia de Covid-19. Mas as contribuições dos Técnicos-Administrativos da UFSC, trabalhadores fundamentais para as atividades da Universidade, não foram sequer ouvidas pela Reitoria. Visto que somente um dia antes da Audiência a Administração Central encaminhou um ofício informando sua ausência, sem ao menos sugerir outra data para dialogar com a categoria.
Vale lembrar que durante a última Audiência o Sr. Reitor Ubaldo Baltasar conferiu sua agenda e pediu que o debate fosse marcado no dia e horário que estava disponível para participar.
A Reitoria entrou em contradição ao afirmar no ofício que não há qualquer medida da Administração Central da UFSC referente ao trabalho presencial no momento. Isso porque há dois dias o site Notícias UFSC publicou que estão sendo planejadas e analisadas neste momento duas “grandes medidas” que vão interferir na rotina universitária. São elas: a possibilidade de oferta de disciplinas práticas e teórico-práticas e a atualização do guia de Biossegurança da UFSC.
Na Audiência Pública os TAEs se indignaram com a ausência da Reitoria e questionaram a falta de critérios científicos para a volta das atividades presenciais. Os servidores também manifestaram disposição para participar do planejamento de medidas de retorno.
“A Universidade vai voltar sem os Técnicos? Não vai. Disciplinas práticas vão voltar sem os técnicos? Não vão! É um descaso que a Reitoria não esteja nesta Audiência. Porque a gente é parte necessária para o retorno de qualquer atividade, então precisamos ser ouvidos sim”, disse uma TAEs.
Os trabalhadores relataram diversas preocupações quanto às condições de trabalho que podem vir a encontrar se as atividades presenciais forem restabelecidas, já que boa parte dos setores estão sem manutenção desde o começo da pandemia, e podem apresentar deterioração.
Os servidores também falaram sobre a situação precária que alguns trabalhadores que estão atuando presencialmente já vivenciam. Como a não distribuição de Equipamentos de Proteção Individual e de álcool em gel por parte da Administração Central.
A pressão pela volta das atividades presenciais no Colégio de Aplicação e no NDI também foi tema amplamente debatido na Audiência. As servidoras relataram ataques violentos de pais de alunos pelo retorno presencial e a omissão da Reitoria na defesa ao direito de isolamento social dessas trabalhadoras.
A Audiência Pública tirou os seguintes encaminhamentos:
– Apoio do SINTUFSC para identificar e questionar a situação dos terceirizados e servidores em atividade presencial.
– A realização de uma campanha para denunciar as condições de trabalho presencial.
– A convocação de uma nova Audiência Pública com a presença da Reitoria.
– A produção de uma campanha nas redes sociais em defesa do Colégio de Aplicação e do NDI.
– O pedido de informação quanto aos setores e o número de trabalhadores que estão atuando em regimes presenciais, parciais e ocasionais na UFSC.
O SINTUFSC exige da Reitoria que os posicionamentos retirados em assembleia da categoria, como o retorno somente após a vacinação de toda a comunidade universitária sejam cumpridos. Reivindicamos os direitos dos TAEs que já estão sendo atacados de várias formas pela Administração Central, e em especial pela Prodegesp, para que o retorno presencial seja seguro. Também vamos cobrar mais transparência sobre as atividades que já estão sendo realizadas de forma presencial.
Assista a Audiência na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=KqTcIPTo7pY
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