Depois de ter cortado todos os aumentos de salário do funcionalismo retroativos a 2007, o relator-geral do projeto do Orçamento para 2008, deputado José Pimentel (PT-CE), reservou verbas para que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão volte a negociar, neste ano, reajustes com as categorias que saíram prejudicadas. Pimentel cortou, só no Executivo, R$ 2,06 bilhões, relativos a aumentos negociados ao longo de 2007, mas que não chegaram a ter projetos aprovados pelo Congresso. As informações são da Agência Senado.
Para os novos aumentos, o Orçamento está reservando R$ 3,45 bilhões, que deverão ser direcionados não só à reestruturação de cargos, funções e carreiras do funcionalismo civil, mas também aos militares e aos servidores do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo, conhecido como “carreirão”. A folha salarial da União está passando de R$ 127 bilhões em 2007 para R$ 137,5 bilhões neste ano.
Estão reservados R$ 126 milhões para bancar um possível aumento do teto do funcionalismo, correspondente ao salário de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), fixado em R$ 24,5 mil desde janeiro de 2006. A decisão desse reajuste depende de aprovação de projeto na Câmara e no Senado.




