Na assembléia geral realizada ontem (30), no Clube 12 de agosto em Florianópolis ficou determinado, conforme vontade dos servidores públicos presentes, o estado de greve na saúde. Essa é a resposta da categoria do Estado, que há três anos tenta insistentemente negociar a data-base com o Governo. Este não atendeu a pauta de reivindicação dos trabalhadores, e não cumpre a lei º 323/06, a qual assegura em seu artigo 100º a revisão anual do vencimento.
Na manhã da última quarta-feira (30), a SES finalmente, após diversos ofícios encaminhados pelo SindSaúde solicitando uma resposta à pauta, chamou a diretoria do sindicato para uma reunião. No encontro foi entregue proposta assinada pelo secretário da saúde Dado Cherem. O documento, que foi apresentado em assembléia geral aos servidores e rejeitado por unanimidade, sugere reajuste salarial de 6,48% a ser implantado em seis parcelas a partir de janeiro de 2010. A proposta, indecente, não cobre a defasagem da saúde que ultrapassa os 17%. Os servidores após a conclusão da assembléia realizaram passeata até o prédio da SES, para responder ao secretário que a proposta tinha sido rejeitada por todos!
Contagem – Outra deliberação da assembléia geral da saúde foi o estado de greve. Foi agendada nova assembléia para o dia 21 de outubro, na Capital. Durante este tempo o trabalho do comando de mobilização se intensificará nas unidades de saúde do todo o Estado. Daqui para frente a intenção é mobilizar e unir a categoria para a greve, caso o Governo não se sensibilize e envie nova proposta para apreciação dos servidores. A paralisação está nas mãos do Governo. Tempo para resolver o impasse e sentar à mesa de negociação com o SindSaúde ele teve. Faltou vontade política e consideração com os trabalhadores da saúde.




