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Saúde Pública será debatida nesta quarta-feira em Florianópolis

É preciso olhar com cuidado para a questão que envolve a saúde pública. Separar as responsabilidades de quem tem o poder de fazê-la funcionar com plenitude e valer suas principais diretrizes: acessibilidade, universalidade e equidade. O Sistema Único de Saúde (SUS) é sim uma política pública de acolhimento, bem estar e controle social. Resultado da vitória da Reforma Sanitária de 1986 e hoje considerado não só exemplo, mas referência em saúde para o País afora. E por se tratar de uma política humana é incompatível com o modelo que tem como base o mercado lucrativo. Conhecer o SUS é tão direito de qualquer cidadão quanto usufruir dele. A saúde é dever do Estado e direito do cidadão garantido na Constituição Federal. Por isso, o debate sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) não é só necessário, mas fundamental para toda a sociedade. E ele vai acontecer nesta quarta-feira, dia 14 de março, às 14h, no Auditório do Centro de Ciências da Saúde da UFSC (CCS), em Florianópolis (SC).

É importante não confundir o potencial do SUS com a precariedade com que é tratado pelos Governos. Os problemas são conseqüência da não prioridade, investimento e sucateamento das instituições. É muito comum a declaração que “o SUS não funciona”, o preconceito em relação ao convênio público e demais manifestações que colocam em jogo a real percepção do sistema e não de quem o administra, quem o enfraquece e o coloca à venda. A boa notícia é que todos poderiam usá-lo gratuitamente e com total qualidade. A ruim é que não há interesse para que isso aconteça. O SUS sofre grande ameaça de privatização e isso não é brincadeira. O processo veio com a criação da Lei das Organizações Sociais (OS) e ganha força com a intenção do atual Governo de transferir a gestão dos 11 hospitais públicos a estas empresas privadas – algumas já estão sob este comando. Estas empresas recebem repasse direto do Governo para administrar com total autonomia, sem precisar abrir processo licitatório, sem a realização de concurso público, eliminando as principais ferramentas de transparência e controle. Este é o primeiro seminário de uma série que pretende rodar o Estado colocando em discussão o tema. A iniciativa marca a criação do Fórum Estadual Contra a Privatização da Saúde, que integra à luta nacional em defesa da saúde pública. Está confirmada a presença como debatedores da farmacêutica e bioquímica Clair Castilho e Bernardo Pilotto, assistente em administração no HC/UFPR, sociólogo, mestrando em Saúde Coletiva na Unifesp e membro do Fórum Popular de Saúde do Paraná.

Entidades apoiadoras: Sindsaúde/SC, Sindprevs/SC, Coren/SC, Aprasc, Adessc, Via Campesina, MST, Consulta Popular, Gabinete do Deputado Sargento Soares, Sinergia, Sindaspi, FOPES, Sintraturb, Calimed.

SERVIÇO
Seminário em Defesa do SUS e contra a privatização
Data:14/03/2012
Hora:14 h
Local: Centro de Ciências da Saúde da UFSC, Florianópolis

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