Uma mulher teve um verdadeiro ataque de fúria na manhã desta quarta-feira, dia 23/2, na agência do INSS em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ela teria ficado descontrolada por ter tido a perícia negada após seis meses de espera e teria começado a quebrar objetos do local por volta das 9h. Seguranças da agência não conseguiram controlá-la e a Polícia Militar precisou ser acionada. Ela foi encaminhada para a Delegacia da cidade.
O que aconteceu hoje, dia 23 de fevereiro, na Agência da Palhoça é o espelho do que ocorre diariamente em todas as Agências do INSS do país. Há muitos anos, os servidores e o Sindprevs/SC estão alertando o governo e a administração do INSS sobre as precárias condições de trabalho nas Agências da Previdência Social (APSs). Os segurados são tão vítimas quanto os servidores, esperam meses para conseguir a realização da perícia médica, ficam a mercê da desestrutura administrativa sem ter como sobreviver, sem pagamento, ou sequer um resultado rápido que lhes permita encaminhar um recurso.
Por outro lado, os servidores ficam totalmente expostos a reação da população, como a que ocorreu hoje, numa Agência onde faltam servidores, faltam condições de trabalho, falta segurança e a jornada de 8 horas torna tudo isso ainda mais pesado e doentio.
Em meio a essas denúncias ao problema da manutenção da alta programada, o INSS simplesmente repassou para os servidores administrativos o risco da entrega dos resultados da perícia. Como os médicos se mobilizaram, devido a pressão a que estavam expostos, o INSS simplesmente passou a “batata quente” para os servidores administrativos. Não seria o mesmo que pedir aos médicos peritos que entregassem os resultados dos processos de aposentadoria?
O Sindicato dos servidores da Previdência, Sindprevs/SC, já cobrou uma posição da Administração do INSS sobre o ocorrido hoje na Agência de Palhoça e estará amanhã na Agência pela manhã para dar apoio aos servidores e distribuir uma carta a população falando sobre o fato e sobre as reivindicações da categoria.
Os servidores do INSS lutam por:
• contratação de mais servidores públicos;
• retorno da jornada de trabalho para 6 horas;
• que o resultado da perícia médica não seja entregue pelo servidor administrativo; e
• o fim da alta programada.




