A redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, fim do fator previdenciário e aprovação da política de valorização do salário mínimo foram os principais temas do encontro dos dirigentes das Centrais Sindicais, nesta quarta-feira (11), com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Michel Temer e José Sarney, respectivamente.
As Centrais querem que Michel Temer tente conciliar as negociações entre trabalhadores e empresários e chegue a uma proposta comum para colocar em votação a proposta de emenda à Constituição (PEC 231-A/95) que reduz a jornada para 40 horas.
Segundo o deputado Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, o presidente da Câmara se dispôs a coordenar essa negociação, mas disse que não é possível marcar data para a votação da proposta. O sindicalista advertiu que, se a proposta não for votada neste ano, os trabalhadores começarão a promover greves a partir de janeiro.
No encontro com o senador José Sarney, os dirigentes das Centrais ouviram do presidente do Senado que ele é a favor da PEC e que colocará o projeto em votação tão logo chegue à Casa. O presidente da CUT, Artur Henrique, informou que a agilização da aprovação pelo Senado da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), já aprovada pela Câmara dos Deputados, também foi tratada com Sarney.
O documento da OIT estabelece negociação coletiva no setor público em todos os níveis, municipal, estadual e federal. Durante a manhã, mais de 40 mil trabalhadores participaram de passeata na Esplanada dos Ministérios, ponto alto da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília. O presidente da CUT disse que a sexta marcha unificada das Centrais revela a maturidade do movimento sindical.
Fonte: www.agenciasindical.com.br