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s – Sem a entrega do prédio CBS02 – Curitibanos

Sinasefe é expulso de sua sede

A cena, triste e lamentável, lembrava os tempos cinzentos da ditadura militar. Funcionários, sindicalizados e diretores, sob o olhar atento dos representantes da Justiça e do IF-SC, tendo que retirar às pressas, de dentro da Sede da Seção Sindical do Sinasefe, os computadores, os materiais e os documentos mais importantes da entidade, enquanto lá fora tudo era acomodado de improviso na carroceria de uma caminhonete emprestada por um sindicalizado. Minutos depois, com as fechaduras e cadeados trocados e todos expulsos, a Coordenadora Geral do Sindicato, Maria de Lourdes Cardoso, foi obrigada a ficar presa durante mais de três horas dentro do prédio, para acompanhar o trabalho judicial de listagem do restante dos móveis, objetos e equipamentos que não puderam ser removidos.

Cumpria-se ali, na tarde do dia 21 de agosto de 2009, o mandado de reintegração de posse da Sede da Seção Sindical, um espaço construído coletivamente e reconhecido por sucessivas administrações por mais de 60 anos e que agora, por iniciativa do Instituto, ficará fechado, lacrado e inacessível a todos os trabalhadores da Escola. Um dia triste, que ficará marcado para sempre não apenas na história do Sindicato, mas também na própria história da Rede Federal de Educação em Santa Catarina, que a partir dessa iniciativa ganha uma mancha irreparável em plena comemoração do seu centenário.

Toda a ação de despejo foi acompanhada de perto pelos Procuradores, Rogério Filomeno Machado e Milton Luiz Gazaniga, pelos oficiais de justiça, Enio César Martins e Rafael Zonta de Oliveira, pelo Diretor do Campus Fpolis, Carlos Ernani da Veiga e pelo Coordenador de Infra-Estrutura do Campus Fpolis, Noacir Airton Rodrigues. O vigilante terceirizado, Leonir Mairosa, foi chamado a servir de testemunha, já que ninguém do Sindicato aceitou a tarefa.

Os oficiais de justiça e os representantes do IF-SC listaram tudo que ficou no prédio, fizeram um auto de depósito e lavraram um auto de reintegração de posse. O Instituto será o fiel depositário de todos esses bens, até que o Sindicato consiga um local para onde eles possam ser levados. Isso, no entanto, só poderá ser feito após autorização da Justiça.

O Procurador Milton Luiz Gazaniga alertou que se a Seção demorar em tirar os móveis, ele vai pedir ao juiz que determine um valor de aluguel pelo prédio. Uma orientação estranha, já que durante mais de dois anos o Sindicato vem tentando, sem qualquer sucesso, junto à Reitoria, regularizar a situação do imóvel, mediante um contrato de comodato, a exemplo do que foi feito com uma instituição financeira que funciona dentro da Instituição e para quem a justiça não tardou em conceder todo o direito de defesa, infelizmente negado no caso do Sinasefe.

A luta continua

Enquanto a cena lamentável do despejo se concretizava, diretores e funcionários realizaram uma reunião de emergência, a fim de organizar as rotinas mais urgentes e preparar a ofensiva política contra o ato arbitrário da Reitoria do IF-SC.

Do ponto de vista administrativo, ficou decido que:

1. O Sinasefe não terá como realizar, nesse primeiro momento, qualquer tipo de atendimento externo aos sindicalizados. Confecções e entregas de carteiras da Unimed, informações e procedimentos sobre Plano de Saúde, autorizações para emergências médicas, atendimento telefônico, consultas e serviços jurídicos, tudo está suspenso temporariamente.

2. Todas as visitas aos Campi anteriormente programadas estão suspensas, até segunda ordem.

3. As informações mais urgentes serão disponibilizadas por meio do site do Sindicato (www.sinasefe-sc.org.br) ou enviadas por e-mail. Portanto, fique atento e acesse todos os dias a página da Seção Sindical na internet para conferir as últimas notícias.

Do ponto de vista político, ficou decidido que:

1. A Diretoria da Seção Sindical vai participar, na segunda-feira, dia 24/08, pela manhã, de uma reunião com a Reitoria e a Procuradoria do IF-SC, para tratar da questão da expulsão do Sindicato.

2. A Diretoria vai lançar uma nota pública para toda a comunidade, com o seu posicionamento a respeito do fato.

3. A reunião ordinária da Diretoria da Seção está mantida para segunda-feira, dia 24/08, às 14h, no Hall do Bar do Campus Fpolis.

4. Será realizada ASSEMBLÉIA GERAL no próximo dia 26/08, quarta-feira, a partir das 15h30min, no Hall do Bar do Campus Fpolis, com dois pontos de pauta: Informes e despejo do Sindicato – encaminhamentos.

Veja em www.sinasefe-sc.org.br as fotos da ação de despejo movida pelo IF-SC

A DIRETORIA DA SEÇÃO SINDICAL DO IFSC. Florianópolis

QUEM??

Na resposta do MEC (CONJUR), a função do procurador é dar parecer para orientar nas questões legais e defender os interesses da gestão, mas as decisões, “palavra final” é do gestor, pois os IFs tem autonomia.

Na palavra a gestora do IFSC diz: – “Eu não quero que o sindicato saia de dentro da escola, pois ajudei a construir este prédio e não desejo prejudicar os servidores.” DIZ UMA COISA E ESCREVE OUTRA.

Agora diz que a “culpa” é do procurador que deseja expulsar o sindicato. Quem??

O SINASEFE foi expulso porque o procurador assim deseja?

De quem é a decisão? Quem tem a palavra final?

Quem elegemos para gerir a instituição? Quem está coibindo a organização dos trabalhadores?

Quem está prejudicando os servidores do IFSC?

Quem??? …… Quem???

Maria de Lourdes Cardoso (Coordenadora Geral do Sinasefe).

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