A direção do SINTUFSC se reuniu com o reitor Irineu Manoel de Souza na tarde desta quarta-feira, 11 de março, para cobrar que não seja assinado o contrato de renovação com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para gestão do Hospital Universitário (HU) sem que haja a necessária escuta da comunidade universitária. Foi reivindicado, também, o compromisso com um processo de audiências e debates democráticos.
“Tendo em vista a história de violência na aprovação deste contrato, em que a vontade da comunidade universitária foi desrespeitada pela então reitora Roselane Neckel, é de fundamental importância que a decisão sobre a renovação ou não deste contrato seja conduzida com cuidado e responsabilidade democrática com a comunidade”, afirma a direção em documento entregue ao reitor.
Os TAEs presentes alertaram para problemas graves no novo contrato proposto pela empresa, como a duração de 20 anos e a previsão de que a Ebserh passaria a gerir também os trabalhadores do Regime Jurídico Único (RJU), vinculados à UFSC. Isso colocaria em risco conquistas importantes da categoria, como a flexibilização. Também lembraram a falta de transparência por parte da empresa e a dificuldade de acesso a dados de interesse público.
“É fundamental que a avaliação sobre os dez anos de Ebserh em nossa universidade seja compartilhada e submetida a estudantes, TAEs e docentes. Assim como a comunidade seja escutada no processo decisório sobre uma possível renovação deste contrato”, destaca a direção. Enfatizou-se que, apesar de o contrato atual vencer na próxima segunda-feira (16), o documento prevê um prazo de transição de um ano após o fim do contrato. Também foi discutida a possibilidade de termo aditivo.
O reitor reconheceu a importância de debater o tema com a comunidade universitária e informou que já encaminhou à empresa ofícios solicitando prorrogação do contrato atual por um ano e propondo um cronograma que inclui audiências e consulta pública sobre o tema. Afirmou ainda que, na ausência de respostas por parte da empresa, assinaria e encaminharia um termo aditivo de prorrogação, de forma a garantir tempo para um debate qualificado.