Por Eugênio Luiz Gonçalves
Veja o vídeo (http://conselho.stream.ufsc.br/conselho%202010%2010%2026_006.asf) da última sessão Conselho Universitário do dia 26/10/2010, no momento dos informes em que o Reitor manifesta-se acerca do encaminhamento dado a questão do PONTO ELETRÔNICO, no âmbito da UFSC:
Tenho tido a dedicação particularmente em especial com a questão do PONTO ELETRÔNICO. Tenho conversado com os servidores, tenho reunido com os centros tratando esse problema. Problema complexo difícil, que envolve questões culturais difíceis de serem resolvidos e tenho defendido que possamos resolver esse problema. Como é o problema muito complexo com muitas variáveis é muito fácil de adiar a resolução desse problema – temos discutido muito sobre isso – tenho ido em vários centros, sindicatos, APUFSC, conversados com todos – então quero dividir com vocês essa dificuldade que tenho tido – de que a Instituição de fato aceite isso integralmente. E a Instituição até aceita, mas o sujeito não aceita a partir de uma decisão pessoal. Então o argumento que é muito ouvido é o seguinte: “Olha eu não tenho dificuldade em controle de assiduidade, desde que seja para todo mundo” – é difícil né – é difícil. O que tenho defendido é que nós queremos para todo mundo, nós queremos ir tocando e implementando naquilo der. Então aquelas pessoas que acreditam de fato na importância disso eu gostaria que levantasse a mão e dissesse eu quero dar visibilidade as minhas práticas – eu quero que todos saibam que sou uma pessoa assídua e gostaria que a universidade tivesse instrumentos para mostrar a minha assiduidade. Por que você chega num determinado setor o sujeito diz: “olha eu não tenho problema, não tenho problema desde que aquele outro setor também tenha isso” Aí o sujeito diz: “Olha eu não tenho problema que faça isso com os técnico-administrativos, desde que os docentes também façam”. Aí o sujeito fala: “olha não tenho problema a universidade fazer, desde que as outras universidades façam”.
Gente!! Quando nós queremos construir um mundo melhor temos que nos preocupar essa visão coletiva, mas sobretudo a partir de nós mesmos. Nós construímos um mundo melhor a partir de um esforço individual nosso e tenho dado vários exemplos em relação isso. O Brasil pode falar isso: “eu pára de matar baleia, se os outros pararem de matar baleia. Porque só eu vou ter que parar de matar baleia? Então porque o Japão não parou de matar baleia temos que causar constrangimento ao Japão. O Brasil pára de matar baleia porque acredita que não deve matar baleia e vamos usar essa pressão para fazer com que países a rigor mais desenvolvidos que nós: Noruega e Japão parem de matar baleia também. Então, temos todo tipo de discussão, me preocupa com a complexidade disso. A universidade está a margem da lei. Nós temos defendido a Universidade dentro da lei, nos formamos pessoas, que formamos legisladores, que formamos advogados, que formamos os auditores e depois eles voltam e nos dizem: “olha você não está cumprindo a lei”. Olha que fragilidade né!! Olha que fragilidade né!!. Aí o sujeito dá todo exemplo: Olha eu cumpro, trabalho 10 horas por dia, mas o fulano lá em tal lugar não trabalha dez horas por dia”. Então, nós falamos em mudar a cultura – uma cultura se enraigou: a responsabilidade maior é do chefe imediato que te muita dificuldade de fazer isso, por vários razões. Eu falo com as pessoas elas dizem: “Olha eu tenho dois servidores imediatos – um deles trabalha só pela manhã”. E aí o que você faz? “Olha não tem jeito eu já falei pra ele vim a tarde”. O chefe não chefia – olha que loucura – como é que nós vamos melhorar essa Instituição sobre esse aspecto? Se nós não colocamos o problema no meu colo. Então eu tenho ido e dividido com todos essa minha preocupação.
Acredito muito como legitimidade – não sou uma pessoa de força, eu sou uma pessoa que tem energia e faço aquilo que precisa ser feito, mas numa questão como essa acredito muito na legitimidade. Porque senão, a gente instala o relógio – e aí o sujeito vai quebrar o relógio, vai bota uma câmara: o sujeito vai e quebra a câmara. Aí tem colocar um vigilante do lado. Olha só, não é isso queremos construir para nossa Instituição!!! Então queremos uma Instituição onde tenhamos assiduidade. Neste aspecto, estamos mal. E a sociedade tem nos cobrado isso. Recém falamos no Vestibular, observem a confiança que a sociedade tem no Vestibular. Ninguém vem nos dizer que o Vestibular não de ser feito em dezembro. A sociedade tem total confiança na gente. Fizemos Vestibular do jeito queremos. Nesse e outros aspectos a sociedade está ficando incomodada com a UFSC pela maneira como ela trata questão da assiduidade dos seus servidores – todos técnico-administrativo e docentes. Em alguns casos também em relação a docentes, mas é preciso possamos que enxergar o problema com essa dimensão. Então o docente que tem o compromisso – que tem que estar numa sala de aula e não vai. O professor não avisa. Olha que absurdo gente!! Precisamos corrigir isso porque esses alunos são parte da sociedade, como o são os servidores. Nós sabemos disso eu não preciso dividir isso com vocês. Então dificuldades adicional que se coloca é que nós estamos se aproximando do término desse ano e o ano que vem é eleição para Reitor. Imagine discutir esse assunto junto com a eleição para Reitor!!!. Tenho conversado com os servidores sobre isso. Quando é que vamos aplicar o ponto eletrônico?? começar isso?? ONTEM. Porque não quero misturar esses assuntos.
Imagine o sujeito se comprometendo com isso: não vamos acabar com isso!! vamos fazer desse jeito!! Aqui trabalha quem quiser!!! Quem não quer não trabalha!! Eu lembro quando fui candidato para Reitor que era cobrado pelas seis horas – e como foi difícil falar: “olha o regime de trabalho vai ser oito horas”. A Profa. Consuelo, do IFET-SC/Fpolis, por causa do compromisso eleitoral implantou as seis horas – precisou rever isso agora. Você não deveria ter feito. Agora está tendo que retornar. Mas Consuelo você sabia que isso não podia, pois é Prata não teve jeito, foi um compromisso de eleição. Acho que nossa Instituição já venceu isso. Então, acho que devemos superar. Penso que esse é um dos problemas difíceis que nós temos. Tem vários outros: temos que rever os nossos centros, ligados a expansão, ligados a reestruturação – precisam rever os nossos centros, as nossas unidades – criar o centro de artes – são problemas menos complexos. Esse problema é muito complexo. Porque têm vários componentes. Então divido com o Conselho nesse momento essa responsablidade que é de cada um de nós – E se o Reitor sozinho quiser fazer isso– se os diretores sozinho quiserem fazer isso – se os Pró-Reitores sozinho quiserem fazer isso – não vão conseguir. Que a sociedade percebe isso: O sujeito assinou um contrato para trabalhar oito horas – não precisava ter que assinar esse contrato!! Assinou quis. Aí asina o contrato para trabalhar oito horas e trabalha quatro, trabalha seis!! Quer dizer como é que a sociedade vai receber isso? E nós somos gestores da sociedade. Se cada um quizer contratar um serviço e fazer da forma como quiser: problema de cada um. Mas nós estamos gerindo o orçamento da sociedade estamos afirmando nossa Instituição e credibilidade dela pelas nossas práticas e temos obrigação de sermos austeros, rigorosos, vigilantes e compromissados com a Instituição. E essa é uma questão individual não é uma questão coletiva. E quando nós colocamos de forma individual se torna mais fácil, mas ainda é difícil, porque depende de uma postura nossa. Depois de amanhã estaremos no CFH, colocamos isso na agenda para ampliar isso aí. Então iremos no CED, no CCB, fomos no CCS, no CTC. Então é importante que o CUn possa acompanhar e estarei relatando o Conselho em relação a isso.




