Os(as) Trabalhadores(as) Técnico-Administrativos(as) em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reunidos em assembleia, manifestam sua solidariedade ao presidente e fundador do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), José Maria de Almeida, diante da condenação de prisão por denunciar o genocídio na Palestina.
A Justiça Federal de São Paulo condenou José Maria a dois anos de prisão, em regime aberto, pelo crime de racismo, com base em um discurso realizado na Avenida Paulista, durante ato ocorrido em 22 de outubro de 2023.
Trata-se de uma condenação infundada e injusta que atinge todos aqueles e aquelas que se opõem ao genocídio perpetrado pela Estado sionista de Israel, que já vitimou mais de 67 mil pessoas em Gaza, a maioria mulheres e crianças.
O processo foi movido por entidades sionistas, como a Conib (Confederação Israelita do Brasil) e a Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo), que buscam, por meio de uma campanha de perseguição e assédio judicial contra jornalistas e figuras públicas, calar aqueles que denunciam o extermínio da população palestina.
Criticar as ações de Israel e a ideologia sionista não significa, em hipótese alguma, ser contra o povo judeu. É fundamental preservar essa distinção para que o combate ao racismo não seja instrumentalizado para atacar aqueles que se posicionam em defesa da Palestina.
Em nota, o PSTU afirmou que irá recorrer da decisão no Tribunal Federal de São Paulo (TRF3) e que “não vai retroceder um milímetro de sua denúncia do Estado de Israel e dos sucessivos crimes contra a humanidade que vem praticando sob os olhos do mundo”.
Reafirmamos nossa solidariedade com José Maria e com todos aqueles que têm sido perseguidos por se posicionar contra o genocídio do povo palestino.