Cinco manifestações relacionadas a problemas graves que geram sofrimento e desconforto para trabalhadores e estudantes, lutadores da Universidade Federal de Santa Catarina e também da comunidade, foram aprovados durante o IX Consintufsc, dias 28 e 29 de abril, no Auditório José de Assis Filho, do Sintufsc. Vários dos fatos que motivaram as moções têm uma relação direta com o tema que foi debatido no próprio congresso, “O Horror Econômico e as Armadilhas para o Serviço Público.”
Como se viu, durante as discussões no Consintufsc, o “Horror Econômico” também traz nas suas entranhas o “Horror Político”, que aparece bem caracterizado nos problemas da vida na universidade e sobre os quais os trabalhadores da UFSC tomaram posição. Através de moções, que estão sendo amplamente divulgadas, os trabalhadores exigem providências imediatas do reitor para situações que ferem direitos humanos, sindicais e políticos, e também atingem a autonomia da instituição universitária.
Os cinco textos – três diretamente relacionados a problemas de responsabilidade da administração da UFSC – foram encaminhados pela coordenação do Sintufsc ao reitor Álvaro Prata, com a solicitação de que ele se manifeste urgentemente, dando uma resposta à comunidade da UFSC e à população em geral.
Estudantes criminalizados
Um dos problemas mais graves sobre o qual os trabalhadores, reunidos no IX Consintufsc, pedem a imediata posição do reitor, é relacionado à criminalização do movimento estudantil na UFSC. Mais de vinte estudantes correm o risco de serem expulsos da universidade ou terem cassados seus diplomas por causa de processos administrativos contra eles, relacionados às lutas que travaram em sessão do Conselho Universitário, dia 18 de outubro de 2005. Agora, para tornar a sua situação ainda mais dramática estão respondendo a processo penal na 2a. Vara Criminal de Florianópolis.
Confira o texto aprovado no IX Consintufsc na íntegra
Intolerância no HU
Outra moção aprovada no Consintufsc trata da situação do coordenador de Políticas Sindicais do Sintufsc, Marco de Pádua Borges, que vem sofrendo um processo de intolerância e pressão em seu setor (Hospital Universitário), pela incompreensão relativamente ao seu trabalho de representação sindical, no Sintufsc, na Fasubra e também no Conselho Estadual de Saúde.
Leia o texto completo aprovado no IX Consintufsc
Direitos feridos nos colégios agrícolas
Em outra manifestação, aprovada durante o IX Consintufsc, os trabalhadores repudiam o desrespeito da Administração Superior da UFSC à deliberação do próprio Conselho Universitário que aprovou, em sessão de 16 de setembro de 2008, sob a presidência do reitor Álvaro Toubes Prata, que a transição dos colégios agrícolas da UFSC para a condição de institutos federais tecnológicos deveria ocorrer “resguardando o interesse daqueles trabalhadores que continuarem vinculados às Universidades Federais.”
Este compromisso não está sendo cumprido pela administração da UFSC e, neste sentido, o documento aprovado no Consintufsc exige que “seja restaurado o direito dos trabalhadores destes colégios de permanecerem vinculados à Universidade Federal de Santa Catarina.”
No Plano de Lutas, aprovado durante o Consintufsc, ficou definido que será acompanhada, pelo sindicato, a situação dos servidores dos colégios agrícolas de Araquari e Camboriu, para que preservem seus direitos como trabalhadores da UFSC. Nesse sentido, ficou indicada a realização de um encontro nos colégios, buscando discutir e tomar medidas relativas às implicações da transformação dos colégios em institutos federais de educação, ciência e tecnologia.
Confira a íntegra da moção aprovada no IX Consintufsc