Centenas de trabalhadores, maioria do MST, vindos de diversas regiões do Estado, juntamente com entidades estudantis, sindicais e populares, que fazem parte do Mucap – Movimento Organizado Contra as Privatizações, ocuparam na manhã desta quarta-feira (12/08), o terreno de aproximadamente 4,5 milhões de metros quadrados, que dá acesso à praia de Canasvieiras, no norte da ilha. No local está sendo construído um grande empreendimento, o Sapiens Parque, numa área doada irregularmente pelo governo do Estado. A atividade faz parte da Jornada Unificada Nacional de Lutas, que acontece em todo o país entre os dias 10 e 14 de agosto.
O Sapiens Parque é um megaprojeto, onde serão instaladas empresas de alta tecnologia, áreas de lazer, universidades, centros culturais, arena multiuso, hotéis, museus, centros gastronômicos, de eventos, convivência e de compras.
O terreno onde será construído o parque foi doado pelo governo do Estado e o Plano Diretor da cidade para aquela região foi alterado, transformando a área rural em área urbana.
Altair Lavratti, do Movimento Sem Terra (MST), reclamou que enquanto existe um número enorme de trabalhadores rurais que vivem em acampamentos, aguardando para serem assentados, uma área daquele tamanho está sendo utilizada em benefício de grandes empresários. O trabalhador avisou que o MST vai acionar a sua “brigada jurídica” para tentar barrar o empreendimento. J Costa, sargento da reserva da PM e presidente em licença do Aprasc – Associação dos Praças de Santa Catarina, manifestou solidariedade ao MST e a luta dos trabalhadores rurais, destacando a importância do movimento também para a luta dos trabalhadores urbanos. Como nativo de Florianópolis, lamentou que aquela área será usada construção de um megaempreendimento. “Tenho certeza que os nativos não virão morar aqui. Para trabalhar podem vir, mas para morar é só os ricos”.
Membros da diretoria do Sintufsc e das duas chapas que concorrem a nova direção do sindicato também participaram do ato.




