A tarde da última quarta-feira (28/11) começou com música no hall da Reitoria da UFSC, abrindo o ato chamado pela direção do SINTUFSC contra a iniciativa da administração da Universidade de implantar equipamentos de ponto eletrônico em unidades administrativas como a Biblioteca Universitária (BU). Celso Ramos Martins, da coordenação geral do sindicato, destacou que os trabalhadores começaram a se mobilizar com a campanha deflagrada pela categoria para barrar a utilização dos equipamentos na Universidade. Ele informou que o sindicato fará um outro ato contra o ponto eletrônico na semana que vem, às 10 horas de quinta-feira (6/12) em frente ao ambulatório do Hospital Universitário (HU). Em sua fala, Celso fez uma retrospectiva lembrando das principais ações ao longo dos anos para barrar a instalação do ponto eletrônico na Universidade.
Segundo ele, a luta vem desde a administração de Álvaro Prata, quando foi barrada a implantação através de várias atividades políticas e debates com a administração. Recordou que, diante de negociações da hora plantão no HU durante a administração da ex-reitora Roselane Neckel, acabou sendo encaminhado o ponto eletrônico no Hospital mesmo a contragosto da categoria. “Lamentavelmente o atual reitor encaminhou o ponto na BU devido a pressões externas dos órgãos controladores”, disse. Celso reforçou o caráter discriminatório da iniciativa, uma vez que envolve apenas algumas categorias, lembrando que o modelo vem desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Embora existam trabalhadores que defendam o ponto eletrônico, o diretor do sindicato considera relevante o respeito aos que pensam diferente. Ele ressaltou a importância de fazer o convencimento através de um debate político.
Já Teresinha Ceccato, da coordenação geral do sindicato, também se pronunciou contra a instalação dos equipamentos embora tenha destacado que sempre assinou o ponto em caderno. “Convido nos servidores que estão ingressando na Universidade para que venham fortalecer o movimento porque a implantação põe em risco conquistas como a da jornada de seis horas”, alertou ela.




