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Direção do SINTUFSC discute pautas da categoria com a Reitoria

A direção do SINTUFSC se reuniu na manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, com a Reitoria da UFSC. A primeira reunião da direção do Sindicato com a nova gestão da Universidade teve como objetivo apresentar a diretoria e discutir pautas centrais para a categoria, como a saúde dos trabalhadores, o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a aceleração para aposentados, a política de teletrabalho, flexibilização e controle social e as eleições para a superintendência do Hospital Universitário (HU). 

Representando a Administração Central, estiveram presentes o reitor, Amir Oliveira, a vice-reitora, Felipa Amadigi, o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Paulo Eduardo Botelho, a chefe de gabinete, Cátia Carvalho Pinto, e o assessor institucional, Carlos Alberto Marques.

Ao apresentar a gestão Sindicato de Luta e sua linha política, o coordenador-geral Renato Ramos Milis destacou pautas nacionais, como a luta pela valorização dos técnicos administrativos – uma das categorias mais desvalorizadas do serviço público federal –, e pela recomposição do orçamento das universidades, bem como questões locais.

Um dos questionamentos foi sobre o andamento do processo da progressão por aceleração para aposentados. O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) já emitiram notas técnicas reconhecendo o direito, e, em julho, o SINTUFSC protocolou um requerimento solicitando a aplicação na UFSC. Sobre o assunto, o pró-reitor Paulo Eduardo Botelho informou que a Universidade fez uma consulta à Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, e deve ter uma resposta sobre o assunto nos próximos dias.

No âmbito da saúde dos trabalhadores, a direção do SINTUFSC indagou sobre os exames periódicos para os servidores e sobre os planos da Reitoria para o Serviço de Atendimento à Saúde da Comunidade Universitária (SASC) após a extinção da Superintendência de Atenção à Saúde (SAS). Também abordou a preocupação com o novo contrato para o plano de saúde e expôs a dificuldade de os servidores saberem quanto pagarão de fato a cada mês, com o alto valor da coparticipação e a prática de desmembramento de cada exame ou procedimento em vários outros.

Botelho ressaltou que, neste momento, as prioridades são a efetivação dos exames periódicos, a revisão de procedimentos de concessão de adicionais de insalubridade, com base nas modificações determinadas por decisão judicial, e o novo processo licitatório para o plano de saúde, uma vez que o contrato com a Unimed vence em 30 de novembro. Segundo o pró-reitor, já foi criada comissão para discutir o assunto. A Prodegesp também trabalha com um cronograma para finalizar todo o processo até 31 de outubro. Em relação aos exames periódicos, Botelho informou que são estudadas alternativas para a contratação, mas que a intenção é implementar a medida ainda neste semestre.

Quanto ao SASC, a Reitoria reconheceu a importância do serviço para a comunidade universitária e informou que irá rever o modelo para implementação. Segundo a Administração Central, o local definido pela gestão anterior, no térreo da Biblioteca Central, não seria adequado para os atendimentos, e o modelo proposto não daria conta de toda a demanda. De acordo com Botelho, a proposta é retomar o projeto no primeiro semestre de 2027, dando continuidade às tratativas com a Prefeitura de Florianópolis para estabelecer uma espécie de unidade básica de saúde no campus, integrada ao SUS e com campo de estágio para estudantes da área da saúde. 

O SINTUFSC questionou também sobre a realização de eleição para superintendente do HU, uma demanda da greve de 2024 e promessa de campanha da Reitoria. Felipa afirmou que o novo superintendente assumiu em um processo de transição e que a gestão está estudando a regulamentação para a eleição e trabalhando para que ocorra nos mesmos moldes que as eleições para direção de centros de ensino. Informou, ainda, que haverá a implantação de um espaço da Prodegesp dentro do HU já no próximo mês.

O Sindicato também reforçou a importância da política de teletrabalho, flexibilização e controle social para a permanência da categoria. A direção do SINTUFSC enfatizou que a Teleflex é uma conquista decorrente de uma luta de décadas do movimento sindical pela flexibilização da jornada de trabalho e contra o ponto eletrônico e que a política já passou por diversos aprimoramentos desde sua implementação.

Amir reconheceu que a política da Teleflex melhorou a qualidade de vida dos servidores e traz vantagens para a Universidade, como possibilidade de melhor aproveitamento de espaço físico. Ressaltou também que a Universidade é constantemente demandada por órgãos de controle. Botelho informou que a gestão foi chamada para uma audiência judicial sobre o assunto, e que não há planos de mudanças na política. A direção do SINTUFSC reforçou a necessidade de que o sindicato seja chamado para a discussão sempre que houver demandas relacionadas ao assunto.

Os integrantes da Administração Central também aproveitaram o encontro para reafirmar o compromisso de manter um diálogo constante e de realizar reuniões regulares com o sindicato.

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