O Comando de Greve dos TAEs da UFSC manifesta seu apoio aos/às residentes dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde do Hospital Universitário que paralisaram suas atividades após não receberem suas bolsas neste mês. Inconsistências cadastrais foram observadas após a responsabilidade pelas bolsas ser transferida do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Saúde.
No dia 2 de abril, depois de identificarem a ausência dos pagamentos, a coordenação e a secretaria do programa de residências foram formalmente consultadas, ocasião em que foi orientado aos residentes que aguardassem, sob a justificativa de que o problema poderia decorrer de uma instabilidade em âmbito nacional – o que não se constatou.
Ademais, foram identificadas inconsistências cadastrais na plataforma de gerenciamento das bolsas. Os residentes que não receberam o pagamento constavam erroneamente com o status de “integralizado”, enquanto aqueles que receberam corretamente não apresentavam qualquer descritor associado aos seus cadastros.
Tal questionamento foi formalmente encaminhado à secretaria e à coordenação da Residência Integrada Multiprofissional em Saúde, que informaram que a referida inconsistência seria improcedente, orientando os residentes a aguardarem até o quinto dia útil. Diante da persistência da situação, os residentes buscaram apoio junto à Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), que esclareceu que não havia relatos de instabilidade no pagamento em âmbito nacional.
Até esta quinta-feira (9), não havia reconhecimento formal de responsabilidade por parte das instâncias competentes, tampouco a garantia de pagamento das bolsas de residência e do auxílio-moradia – que os mesmos residentes também não receberam no mês de janeiro após as alterações cadastrais –, nem qualquer previsão concreta para a efetivação dos valores em atraso.
As demandas dos residentes já foram apresentadas à superintendência e à Gerência de Ensino e Pesquisa do HU e à coordenação do programa de residência. No dia 9, também foi levada à Reitoria da UFSC. Posteriormente, residentes explicaram o ocorrido ao Comando de Greve dos TAEs.
Importante ressaltar que a bolsa de residência constitui o único meio de subsistência para os residentes, sendo imprescindível para assegurar condições mínimas de permanência e dignidade. É urgente, portanto, a regularização das bolsas em atraso, bem como esclarecimentos formais acerca dos motivos para a não efetivação do pagamento e a garantia de não penalização dos residentes que paralisaram suas atividades.