Nesta quinta-feira, 10 de setembro, o SINTUFSC participou de duas atividades com servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) e estudantes do Campus de Curitibanos.
Pela manhã, o Sindicato realizou uma roda de conversa com os TAEs. A atividade ocorreu no hall do CBS e integra as ações do SINTUFSC de aproximação com os trabalhadores dos campi, ampliando os espaços de escuta, diálogo e construção coletiva em defesa de direitos e de melhores condições de trabalho.
Durante o encontro, os TAEs apresentaram demandas relacionadas ao cotidiano no campus e às condições em que desenvolvem suas atividades. Entre as questões levantadas, foram relatadas situações de assédio que estariam sendo praticadas por alguns docentes. Também foi apontada a falta de servidores em determinados setores, que tem resultado em aumento da carga de trabalho e dificuldades para o desenvolvimento das atividades.
Os relatos demonstram preocupação com a sobrecarga e o adoecimento dos servidores, agravados tanto pela insuficiência de pessoal quanto por problemas nas relações de trabalho marcadas por situações de assédio.
O SINTUFSC reforçou a importância da organização coletiva e da denúncia de práticas que prejudiquem as condições de trabalho, a dignidade e a saúde dos servidores. O Sindicato seguirá acompanhando as demandas apresentadas pelos TAEs de Curitibanos e buscando os encaminhamentos necessários junto à Universidade.
Estudantes também se mobilizam contra o assédio
No período da tarde, estudantes realizaram um ato contra o assédio. Organizado pelo Centro Acadêmico de Medicina Veterinária, com participação do DCE e do Centro Acadêmico de Medicina de Curitibanos, o ato ocorreu no CEDUP, local onde ocorrem as aulas do curso e onde aconteceram as situações de assédio envolvendo estudantes.
Após anos de mobilizações, denúncias e cobranças por providências, o professor apontado nos relatos encontra-se atualmente afastado de suas atividades.
Durante o ato, estudantes, servidores e demais participantes confeccionaram coletivamente um cartaz, registrando mãos com tinta vermelha como símbolo de apoio, união e resistência diante das situações de violência e assédio.
A manifestação também contou com um minuto de silêncio em respeito às vítimas, em um momento de homenagem, acolhimento e reflexão. Ao mesmo tempo, os participantes reafirmaram que ninguém será silenciado e que situações de assédio não podem ser naturalizadas ou ignoradas dentro da Universidade.
O SINTUFSC apoia a mobilização dos estudantes e das entidades estudantis e reafirma seu posicionamento contrário a qualquer forma de assédio, violência, intimidação ou perseguição no ambiente universitário.
Para o Sindicato, combater o assédio exige acolher as vítimas, garantir espaços seguros para denúncias, cobrar a devida apuração das situações relatadas, responsabilizar quando comprovadas as denúncias e fortalecer uma cultura institucional baseada no respeito, na dignidade e na garantia de condições seguras de estudo e trabalho.
Não irão nos calar. Contra todo tipo de assédio, o SINTUFSC está ao lado de quem denuncia, resiste e luta por uma Universidade mais segura e respeitosa para todas e todos.