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TAEs apresentam demandas da categoria na posse do novo reitor e vice-reitora

A cerimônia de posse da nova Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), realizada nesta segunda-feira (6), foi marcada não apenas pelo início da gestão do professor Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior e da professora Felipa Rafaela Amadigi, mas também pela apresentação das expectativas da categoria dos técnico-administrativos em educação (TAEs).

Em nome do SINTUFSC, Isabel Cristina da Rosa destacou que a legitimidade da nova Reitoria decorre da participação da comunidade universitária na consulta informal e lembrou a atuação do SINTUFSC na defesa da realização desse processo. Também ressaltou o trabalho da Comissão Eleitoral, da qual foi presidenta, enfatizando a condução responsável, imparcial e comprometida com a universidade pública.

Ao dirigir-se ao reitor e à vice-reitora, afirmou que os TAEs esperam uma gestão parceira, aberta ao diálogo e comprometida com a valorização dos servidores. Entre as principais reivindicações da categoria, destacou a ampliação das oportunidades de formação e qualificação, a melhoria das condições de trabalho, o respeito aos servidores e o reconhecimento dos TAEs como parte fundamental da produção acadêmica e do funcionamento da universidade.

Isabel também defendeu uma mudança na cultura institucional, afirmando que o reconhecimento profissional não pode estar condicionado ao exercício de cargos de direção ou funções gratificadas. “Um CD ou uma FG não definem quem é um bom TAE. O valor de cada servidor está no seu trabalho, no conhecimento que produz e no compromisso com a universidade pública”, afirmou.

Outro ponto destacado foi a necessidade de a nova Reitoria fortalecer, junto ao Governo Federal, as pautas históricas da categoria e atuar pela recomposição do orçamento das universidades federais.

Ao encerrar, reafirmou que o SINTUFSC seguirá exercendo seu papel de defender os direitos dos trabalhadores e cobrar os compromissos assumidos pela gestão.

Também durante a cerimônia, João Sol Roza Pagani, representante do Comando Local de Greve dos TAEs da UFSC, destacou que a greve é resultado dos sucessivos cortes de verbas e da falta de negociação por parte do Governo Federal. Ele ressaltou conquistas obtidas com a mobilização, como a publicação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), em âmbito nacional, e, na UFSC, a suspensão dos cortes nos adicionais de insalubridade.

O representante também defendeu que a saída para a greve ocorra por meio do diálogo e da negociação, sem represálias aos servidores, e entregou à nova Reitoria uma carta solicitando a abertura de uma reunião para tratar da pauta local do movimento grevista. Na carta, os TAEs enfatizam que é “fundamental que os encaminhamentos decorrentes da greve preservem o reconhecimento do movimento como exercício regular de organização coletiva da categoria, afastando qualquer tratamento punitivo, discriminatório ou restritivo às servidoras e aos servidores grevistas”. Salientam ainda que o diálogo direto com a reitoria eleita poderá contribuir “para a construção de um encaminhamento responsável, equilibrado e coerente com a trajetória institucional da UFSC, com a valorização dos seus servidores e com a preservação do ambiente democrático necessário ao funcionamento da Universidade”.

Leia a carta na íntegra.

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