Os técnico-administrativos em Educação (TAEs) da UFSC estiveram presentes nesta segunda-feira, 1º de junho, na cerimônia de assinatura da Ordem de Serviço para a adequação da Moradia Estudantil do Campus Trindade, em Florianópolis. O evento contou com a presença do assessor parlamentar do Gabinete do Ministro da Educação, Leonardo Cunha de Brito, e do diretor de Desenvolvimento da Educação em Saúde (DDES) da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC), Aristóteles Homero dos Santos Cardona Júnior.
Também compuseram a mesa o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; a vice-reitora, Olga Regina Zigelli Garcia; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis, Simone Sobral Sampaio; a representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Isadora Dymow; e o representante do Conselho da Moradia Estudantil José Ronaldo da Silva Ferreira.
A conquista dos recursos para a reforma da Moradia Estudantil é resultado direto da organização e da mobilização do movimento estudantil. Durante a visita do então ministro da Educação, Camilo Santana, à UFSC, em dezembro de 2025, estudantes o conduziram por uma visita às instalações da moradia para apresentar as condições precárias enfrentadas pelos moradores, incluindo problemas estruturais, falta de banheiros adequados e ausência de água quente.
A mobilização teve continuidade nos meses seguintes. Em fevereiro de 2026, estudantes organizaram uma caravana a Brasília para reivindicar recursos junto ao Ministério da Educação. Com apoio dos gabinetes dos deputados federais Ana Paula Lima (PT-SC) e Pedro Uczai (PT-SC), a luta resultou na destinação de R$ 1,8 milhão para as obras de adequação da Moradia Estudantil.
Durante a cerimônia, Eduardo Garcia, representante do Comando de Greve dos TAEs, parabenizou os estudantes pela importante conquista e destacou que a vitória demonstra a importância da organização coletiva e da mobilização para a defesa da universidade pública e dos direitos estudantis.
Foram entregues aos representantes do Ministério da Educação e da Reitoria um ofício do SINTUFSC com reivindicações da categoria e uma cópia da matéria produzida pelo sindicato sobre a situação orçamentária da UFSC. No documento, o sindicato manifesta preocupação com os impactos de anos de restrições orçamentárias nas universidades federais, que afetam a infraestrutura, o funcionamento de laboratórios, hospitais universitários, bibliotecas, restaurantes universitários e as políticas de assistência e permanência estudantil. O ofício também reivindica a recomposição do orçamento das universidades federais, a ampliação dos recursos destinados ao Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), a valorização dos trabalhadores da educação, o fortalecimento das carreiras e o cumprimento integral do acordo de greve firmado com os TAEs em 2024.
A matéria entregue aos representantes do MEC demonstra que o orçamento discricionário da UFSC para 2026 é menor do que o de 2025 e corresponde a pouco mais da metade dos recursos que a universidade possuía em 2015, quando corrigidos pela inflação. O levantamento aponta que o desfinanciamento das universidades federais tem provocado deterioração da infraestrutura, redução da capacidade de investimento, precarização das condições de trabalho e aumento da dependência de contratos terceirizados.
Para os TAEs em greve, a conquista dos recursos para a Moradia Estudantil e a luta pela recomposição do orçamento das universidades federais fazem parte da mesma batalha em defesa da educação pública, com condições dignas de permanência para os estudantes, infraestrutura adequada para a comunidade universitária e valorização dos trabalhadores que sustentam o funcionamento das instituições.

Ofício do Sintufsc entregue aos representantes do Ministério da Educação: Ofício.n 14_2026