Ontem foi um dia histórico para a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Após intensa mobilização dos estudantes, o Conselho Universitário (Consuni) aprovou, nesta quarta-feira, 12 de agosto, a ampliação da política de ações afirmativas para o acesso aos cursos de graduação da instituição. A aprovação, por 39 votos a 37, ocorre seis meses após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar a lei catarinense que proibia a adoção de cotas raciais no ensino superior.
Com a nova política, o percentual de vagas reservadas passa de 35% para 50%, contemplando pessoas de famílias com renda igual ou inferior a um salário-mínimo e meio, pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também foram aprovadas vagas suplementares para pessoas trans, integrantes de povos do campo e solicitantes de refúgio, refugiados e imigrantes com visto humanitário.
As ações afirmativas são fundamentais para enfrentar desigualdades históricas e garantir que grupos que tradicionalmente foram excluídos tenham maior acesso e participação no ensino superior público. O SINTUFSC destaca que a ampliação das ações afirmativas representa um avanço na democratização do acesso à universidade e na construção de uma educação pública mais diversa, inclusiva, plural e socialmente referenciada.
A luta pela universidade pública passa também pela defesa de políticas que promovam igualdade de oportunidades e enfrentem as desigualdades estruturais presentes na sociedade.