A classe trabalhadora conquistou uma importante vitória! Após anos de retrocessos e retirada de direitos, a pressão popular e a mobilização da esquerda arrancaram essa conquista de um Congresso inimigo do povo. Na madrugada do dia 28 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.
A Proposta aprovada na Câmara estabelece que o limite da jornada cairá para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, já com o repouso remunerado de dois dias por semana. Doze meses depois, a jornada máxima será definitivamente fixada em 40 horas semanais.
Infelizmente, a maioria dos deputados federais de Santa Catarina votou contra o direito dos trabalhadores ao descanso, à saúde, à convivência com familiares e amigos e a uma melhor qualidade de vida. Dos 22 parlamentares que votaram contra a PEC, 10 são do nosso estado. Que a população catarinense não esqueça esses nomes: Carlos Chiodini (MDB), Caroline De Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fabio Schiochet (União Brasil), Gilson Marques (Novo), Julia Zanatta (PL), Pezenti (MDB), Ricardo Guidi (PL) e Zé Trovão (PL).
Agora, a proposta segue para o Senado Federal, e precisamos permanecer atentos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma “proposta alternativa” que, em vez de acabar com a 6×1, permite que definições sobre jornada e escala de trabalho sejam estabelecidas mediante acordo individual entre empregado e empregador, convenção coletiva ou “livre pactuação contratual direta”. Trata-se de uma manobra para tentar impedir o fim da escala 6×1.
Seguiremos atentos à posição dos senadores Esperidião Amin (PP), Jorge Seif (PL) e Ivete da Silveira (MDB). Santa Catarina não pode repetir, no Senado, a mesma vergonha protagonizada por parte de sua bancada na Câmara.




